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DO RETRATO AO EPITÁFIO EM CECÍLIA MEIRELES: A Identidade Feminina na Literatura e na Psicanálise

Este livro propõe uma leitura da obra de Cecília Meireles em torno das imagens que compõem o poema “Retrato” (Viagem, 1939) a partir da metapsicologia freudiana e dos conceitos de imagem de Alfredo Bosi, Emil Staiger e Octávio Paz. O poema “Retrato” nos apresenta uma estranheza ante a visão do rosto feminino modificado pelo tempo e é possível encontrar a preocupação com a identidade feminina, a princípio relacionada com o rosto, em toda obra de Cecília Meireles. Percebe-se que estava preocupada não somente com o corpo em si mesmo, mas também com a alma, que se une intimamente a ele, estabelecendo assim a sua identidade pessoal. Para estudar esse percurso de Cecília Meireles, escolhemos trinta poemas (escritos entre 1919 e 1962) que trazem um eu lírico em constante desenvolvimento em sua capacidade de expressão. A princípio, em seus primeiros escritos anteriores ao “Retrato”, encontramos um eu adolescente cuja identidade ainda está por se formar mas já esboça um retrato projetado em figuras históricas e míticas. A percepção do retrato se dá a partir de Viagem e a identidade tão procurada se mostra agora perdida, ou seja, de qualquer forma se constitui na ausência. Essa busca de traços reconhecidamente identificatórios do eu lírico no corpo se mostra insuficiente para demarcar sua existência e o eu lírico necessita ultrapassar os espelhos e retratos, fragmentando-os, para então deparar-se com a ausência e com o silêncio enquanto possibilidade de integração. Enfim, sem retratos ou espelhos, resta ao eu lírico feminino, maduro e ciente de sua responsabilidade de poeta, assegurar sua permanência no mundo a despeito da inevitável falência do corpo. Trata-se da transformação do sofrimento em pura e bela poesia que, apesar da ausência que se constitui a identidade, permanece. A obra de arte, enquanto manifestação de um eu, traz imagens que traduzem uma experiência única e íntima, impossível de se dizer de outra forma. As metáforas e as metonímias presentes na poesia, as imagens, a forma de que se constitui o poema, nada pode ser ignorado enquanto possibilidades de significação. Qualquer proposta de interpretação se mostra insuficiente quando se fala de poesia, mas a abertura da arte para a investigação do ser feminino através da psicanálise contribui para o conhecimento da mulher enquanto ser em busca de uma identidade. O conflito básico entre princípio do prazer e princípio da realidade move o ser humano que busca, acima de tudo, respostas e soluções para seus anseios de integração e identidade. A poesia, assim como o sonho, é uma tentativa de expressão e satisfação de necessidade e impulsos considerados perigosos ou impossíveis de se manifestarem pela linguagem comum e, além disso, a poesia oferece uma bela solução para o desejo de permanecer imortal.

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